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Arte Leve

CURADORIA

Érica Burini

O Arte Leve viaja pela primeira vez e pousa na Remanso, abrindo portas e portais em 2026. O projeto foi concebido em 2024 na Casa Yara DW em São Paulo como uma chamada aberta que convida artistas de todo o Brasil a mandarem portfólios e indicarem obras de peso e medidas reduzidas para poderem assim viajar mais facilmente pelo correio. A forma estratégica e poética de lidar com a mobilidade logística das obras é enraizada na prática de Yara Dewachter, artista e gestora da Casa. 

Após a exposição em São Paulo, a primeira itinerância acontece em Porto Alegre, na Remanso - Instituto Cultural. Um instituto sem fins lucrativos que fomenta a formação, produção e circulação do trabalho de artistas desde o início de suas trajetórias. O projeto cumpre sua profecia ao desenhar uma outra geografia diferente no cenário da arte contemporânea brasileira, unindo espaços independentes que realizam um trabalho fundamental, de nutrir e fortalecer as bases da produção artística, dando vazão a experiências irreverentes e ao processo criativo, antes do resultado final. 

A primeira itinerância mostra também que Arte Leve visa criar uma relação com seus selecionados, de maneira distinta do que se pratica costumeiramente. É tecida uma trama com os artistas, incorporando-os na programação da Casa, incluindo-os em outros projetos e ações, provocando encontros, prolongando o laço, construindo vínculos. Deste modo, a imagem do remanso do rio também aparece: um lugar que é fertil pelo que se sedimenta, com o tempo e o acúmulo de materiais. 

A chamada Arte Leve teve 471 inscritos e tinha como propósito selecionar um artista por estado brasileiro, somando com um representante do Distrito Federal. Três agentes – o artista e curador Orlando Maneschy, com vasta atuação no Norte do país, o antropólogo, crítico e curador Alexandre Bispo, com experiência na Bahia e no estado de São Paulo e eu, profundamente interessada no circuito independente – analisaram rigorosamente este volume de documentos que mostra trajetórias e conta histórias de todos os cantos e recantos do Brasil. Buscamos abranger a maior diversidade possível de linguagens, abordagens e possibilidades de narrar um território de lutas, resistências, belezas e exuberâncias.

Quem desenha este mapa são os artistas, e por isso é fundamental ler seus nomes e estados que representam:

​​Amilton (AL), Amanda Fahur (PR), Allyster Fagundes (PA), Aram (SP), Beatriz Pessoa (MG), Charles Macuxi (RR), Cláudio Montanari (TO), Danilo de S’Acre (AC), Estêvão da Fontoura (RS), Eulália Pessoa (PI), Felipe Alves (CE), Gabriel Bicho (RO), Glênio Lima (DF), Levi Gama (AM), Lola Pinto (PB), Luis Napoli (MT), Luiz Sisinno (RJ), Nau Vegar (AP), Osmar Domingos (SC), Priscilla Pessoa (MS), Regina Borba (MA), Renata Voss (BA), Ricardo Masi (GO), Sarah Nazareth (PE), VÉIO (SE), Yiftah Peled (ES).

Por aqui se veem artistas de variadas idades, trajetórias e formações, interesses e poéticas. Formas distintas de olhar a memória e a história, desde o interesse pela lente de aumento, até o telescópio, o micro e o macro, ambas paisagens interessam. O ambiente, a natureza, as cidades, os ritos, mitos e rituais, costumes, materiais, embates pertinentes da contemporaneidade se vêem contemplados por esta lista de artistas que delineia, dentro da maior diversidade possível, um não-sei-o-que que a arte tem.

Érica Burini

ARTISTAS

​​Amilton (AL); Amanda Fahur (PR); Allyster Fagundes (PA); Aram (SP); Beatriz Pessoa (MG); Charles Macuxi (RR); Cláudio Montanari (TO); Danilo de S’Acre (AC); Estêvão da Fontoura (RS); Eulália Pessoa (PI); Felipe Alves (CE); Gabriel Bicho (RO); Glênio Lima (DF); Levi Gama (AM); Lola Pinto (PB); Luis Napoli (MT); Luiz Sisinno (RJ); Nau Vegar (AP); Osmar Domingos (SC); Priscilla Pessoa (MS); Regina Borba (MA); Renata Voss (BA); Ricardo Masi (GO); Sarah Nazareth (PE); VÉIO (SE); Yiftah Peled (ES)

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