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  • Remanso

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  • APROXIMAÇÃO | Remanso

    Visitas Mediadas

  • EXPOSIÇÃO ANOTAÇÕES À MARGEM | Remanso

    ANOTAÇÕES À MARGEM FICHA TÉCNICA CURADORIA Caroline Ferreira & Sátira Machado ARTISTAS Américo, Cristina Rosa, Crystom Afronário, Estêvão da Fontoura, Maria Lídia Magliani, Oliveira Silveira, Pâmela Zorn, Thiago Madruga, Wagner Mello. APRESENTAÇÃO À margem repousa o remanso, onde as areias acolhem os rabiscos das águas. E a curva de remanso lembra o caminho percorrido pelas introvisões de Oliveira Silveira, transmutadas em anotações poéticas. São notas cansadas de remar contra a correnteza. Mas conscientes – pela “adaga” e pela “degola” – da existência de fissuras criadoras e capazes de direcionar para enseadas de vida de muitas oliveiras. Em algum Dia da Consciência Negra as almas das notas serão livres ao encontrar um remanso seguro. Aportadas em águas vívidas, as anotações encontrarão infinitas margens. OXALÁ, que aconteça! Em oferenda, a Remanso – Instituto Cultural, o Instituto Oliveira Silveira e demais parcerias presenteiam o público com a exposição Anotações à Margem, que dá título a um dos livros de poesia de Oliveira Ferreira da Silveira (1941-2009) escritos ao longo de quase três décadas (1967-1994). O diálogo imagético com o poeta da consciência negra envolve os artistas Américo Souza, Cristina Rosa, Crystom Afronário, Estêvão da Fontoura, Maria Lídia Magliani, Pâmela Zorn, Thiago Madruga e Wagner Mello. Seguindo os passos de Oliveira da Silveira, reverenciamos o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. De forma original e inédita, pela primeira vez o 20 de novembro foi evocado pelo Grupo Palmares de Porto Alegre, em 1971. Especialmente em 2024, a data passa a ser feriado em todo Brasil através da Lei Federal 14.759/2023, em um reconhecimento do legado das populações e culturas afrodiaspóricas presentes no país. Texto de Sátira Machado & Caroline Ferreira PERÍODO DE EXPOSIÇÃO 01.11.2024 - 22.02.2025 REALIZAÇÃO Remanso - Instituto Cultural APOIO Instituto Oliveira Silveira Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS Centro de Memória da Educação da Faculdade de Educação da UFRGS Universidade Federal do Pampa - Unipampa Grupo de pesquisa Cria Negra CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA Classificação indicativa Livre LISTA DE OBRAS AMÉRICO SOUZA (Porto Alegre, RS, 1935) Troféu Zumbi, 1999. Cedro, 36 x 19 x 8 cm. Acervo Instituto Oliveira Silveira. CRISTINA ROSA (Porto Alegre, RS, 1993) Cotidiano, 2017. Vídeo, 3 min 42 seg. Acervo da artista. CRISTINA ROSA (Porto Alegre, RS, 1993). As excluídas da copa - mulheres na luta por direitos, 2014. Vídeo, 10 min e 24 seg. Acervo da artista. CRYSTOM AFRONARIO (Morro da Cruz, Porto Alegre, RS, 2000). Série Tem Preto no Sul, 2023: Irmandade, 2023. Fotografia, 60 x 90 cm; Antonya Brilha, 2024. Fotografia, 90 x 60 cm; Thifani Cuida, 2024. Fotografia, 60 x 90 cm. Acervo do artista. ESTÊVÃO DA FONTOURA (Porto Alegre, RS, 1977). Oferta - Quadro Negro 2, 2024. Giz líquido branco quadro negro em cavalete, 99 x 60 x 50 cm. Acervo do artista. ESTÊVÃO DA FONTOURA (Porto Alegre, RS, 1977). Registro do trabalho Quadro Negro (2014), 2015. Fotografia, 29 x 19 cm. Acervo do artista. Foto de Giuliano Lucas. MARIA LÍDIA MAGLIANI (Pelotas, RS, 1946 – Rio de Janeiro, RJ, 2012). Sem título, s.d.. Matriz de xilogravura, 24 x 10 x 2,5 cm. Acervo do Instituto Oliveira Silveira. PAMELA ZORN (Três Coroas, RS, 1998). O que parece óbvio para alguns não é para mim, 2024. Acrílica sobre tela, 70 x 70 cm. Acervo da artista. THIAGO MADRUGA (Rio Grande, RS, 1989). Lanceiros Negros, 2015. Lambe lambe, 185 x 55 cm. Acervo do artista. THIAGO MADRUGA (Rio Grande, RS, 1989). Afrogauchismo em cartaz, 2024. Vídeo, 2 min e 59 seg. Acervo do artista. WAGNER MELLO (Porto Alegre, RS, 1980). Série Afluentes: André - Rio, 2024. Impressão digital em tecido, 90 x 67 cm; Olimar - Mar, 2024. Impressão digital em tecido, 90 x 67 cm; Paulo - Oceano, 2024. Impressão digital em tecido, 90 x 67 cm. Acervo do Artista. ENTREVISTA DAS CURADORAS NO PROGARMA MOSAICO RS PROGRAMA PÚBLICO Ao longo da duração da mostra, foram realizadas duas atividades de ativação expositiva, gratuitas para o público. > 08 de fevereiro de 2025 | Escritas d'água , com Wagner Mello > 22 de fevereiro de 2025 | Dez anos de quadro negro , com Estêvão da Fontoura

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  • Canteiro de Obras #1 | Remanso

    Canteiro de Obras #1 CURADORIA Guilherme Mautone, Guilherme Leon e Caroline Ferreira INÍCIO 13 de março de 2024 FIM 14 de março de 2024 Quando Elida Tessler, artista contemporânea gaúcha, visitou pela primeira vez a Remanso ainda em seus estágios intermediários de revitalização e reforma, ao ser apresentada ao jardim do instituto como um literal "canteiro de obras" -como se estivesse sendo avisada para tomar cuidado ou como se estivessem pedindo para que fosse leniente com a eventual bagunça de uma casa ainda em reforma - ela prontamente parou, fitou o jardim e repetiu com calma, fazendo uma escanssão: "canteiro de obras". Essa repetição - típica das sessões de análise, em que um analista devolve ao analisando o seu próprio discurso de modo a convidá-lo para refletir sobre o dito - surtiu o efeito talvez intencionado por Tessler. Por que não pensar naquele jardim também como um espaço no qual a arte pudesse emergir, subsistir, ser mostrada, vivida, debatida? Por que não transformar aquela desordem literal numa oportunidade para o surgimento da arte, sua inauguração? Por que não um canteiro de onde, também, brotassem obras? Habitada pela interrogação proposta por Tessler meses antes de março de 2024, a equipe da Remanso, na oportunidade de inauguração do instituto, colocou-se a pensar, conceber e planejar uma espécie de exposição distinta das demais: em formato, em temática, em conceito, em curadoria, mas em diálogo com aquele momento inaugural e com um espaço muito singular - o jardim. O jardim - longe da expectativa rococoizante - como um espaço de experimentação, de expectativa, de investimento de desejo. O jardim como lugar de se estar junto, fazer junto. Partindo dessa origem e das muitas interrogações que ela suscitou desde então, é que Canteiro de Obras #1 surge como uma proposta expositiva temporária, de curta duração, marcada por obras de caráter performático, colaborativo ou que evidenciem as instruções, o seguir regras ou o faça-você-mesmo como motor artístico. Com curadoria de Guilherme Mautone, Guilherme Leon e Caroline Ferreira, a primeira edição de Canteiro de Obras apresentou durante 2 dias, em horários alternados, um conjunto de propostas artísticas que ocuparam o jardim e, aliás, parte do restante da casa, preenchendo-a com arte contemporânea. Guilherme Mautone ARTISTAS Ecomuseu Urbano, Coletivo infraordinaries, Janaína Ferrari, Beirada, Marina Rombaldi, Coletivo No Coração da Agulha

  • QUEM SOMOS | Remanso

    Apresentação dos membros que integram a Remanso. A Remanso é dividida em 4 partes: a Assembleia Geral, a Diretoria, o Conselho Consultivo e o Conselho Fiscal. Diretoria Guilherme Leon Diretoria Executiva Guilherme Mautone Diretoria Cultural Caroline Ferreira Coordenação do Educativo Izis Abreu Coordenação do Comitê Curatorial Associados Fundadores Dani Berno Guilherme Mautone Guilherme Leon Izis Abreu Karina Nery Mauro Pippi da Rosa Silvia Berno Conselho Consultivo Alessandra Bochio André Lima Bruna Fetter Caroline Ferreira Camila Schenkel Carmen Capra Claudia Zanatta Eduardo Veras Elida Tessler Estêvão da Fontoura Jéssica Becker Lilian Maus Marina Polidoro Sátira Machado Conselho Fiscal Leandro Salatti Roberto Miranda Sérgio Pretto Documentos Estatuto Social Relatório de atividades e demonstrações financeiras 2023

  • Estado de Livusia | Remanso

    Estado de Livusia CURADORIA Gabriela Motta INÍCIO 22 de maio de 2025 FIM 17 de julho de 2025 E foram virando peixes, Virando conchas, Virando seixos, Virando areia, Prateada areia, Com lua cheia, E à beira-mar Chico Buarque, Mar e Lua, 1980. Interpretada por Cida Moreira. As cabeças e os olhos cerrados. As cavernas, as pedras e as entranhas do corpo. Galhos, folhas e raízes. Tripas, seios e líquidos. As imagens fotográficas laceradas e as figuras femininas. Tudo é corpo; ou melhor, corpa e, enquanto corpa, respira, sangra e produz calor. Diante das imagens concebidas por Virginia Di Lauro, o afã em nomear os signos, os traços ali presentes, vem acompanhado da ânsia em perceber a insuficiência do procedimento. Cada imagem se transforma em uma vertigem, um rastro de por onde a mente da artista vagueia na busca por formas, fusões, decomposições, atravessamentos, capazes de elaborar um sentido diante da ruína de nosso tempo. Vivemos a falência de projetos utópicos alicerçados em exploração de recursos humanos, naturais, espaciais e a urgência de imagens menos efêmeras para dar conta desses processos, imagens que nos proponham a invenção de mundos novos. Deter-se diante da imagem, extirpá-la, conhecer as linhas das figuras, multiplicar alquimicamente um sujeito, aumentar-lhe o pescoço, assomar matéria ao corpo da imagem, experimentar o gosto do ferro, lamber a chuva, pisar a terra com os pés descalços, repetir a própria face até estranhar-se, até revelar-se infinita. Esses procedimentos aparecem nas fotografias, objetos, vídeos, pinturas, produzidas por Virgínia para tecer histórias visuais nas quais figuras femininas protagonizam narrativas em ebulição. Viver na sua intensidade é tenso, ela parece nos dizer. Reconhecer-se parte e não aparte do mundo faz do mundo a própria carne. Cenas noturnas, florestas, cavernas, fossos, grutas, abismos, são as circunstâncias em que estas personagens se encontram, transformando-se, por vezes, elas mesmas em estruturas arquitetônicas. No caso dos trabalhos em fotografia, por exemplo, Virginia parte quase sempre de imagens de seu próprio corpo (autorretratos, poderíamos dizer?) para, através da manipulação das imagens e de interferências sobre o papel, sugerir a materialização da massa informe do delírio, dos sonhos, dos medos e desejos que nos constituem. Pesadelos ainda são sonhos, ambientes que nos habitam, desalinhando as costuras dos dias em outras tramas. Nesse processo de construção de mundos, os títulos das obras participam da elaboração de sentidos dos trabalhos, reverberando em texto a atmosfera das imagens. “Olhando o céu ruir, atravessando o medo”; “Escuta, algo cresce na atmosfera estranha dos tempos”; “Também no caos, escutava, gestava, crescia”; “Viver era uma ferida aberta” são alguns desses nomes misteriosamente literários que abraçam as imagens. Em uma dessas fotografias, “Sob o céu de maio”, três figuras femininas sentadas em círculo, parecem sustentar com as cabeças a parte superior da imagem. Uma espécie de coluna vertebral externa estrutura cada figura, como raízes a crescer para fora da terra. Fios delicados conectam olhos e bocas dessa(s) mulher(es), cujos braços repousam ora no colo, ora ao lado do corpo. O repouso não é relaxamento, mas constância na missão de suspender o céu. Reminiscências da enchente encharcam a lembrança dessa vivência, mas – como diria Manoel de Barros – chovendo no futuro. A Livusia que dá nome à exposição é daquelas palavras insubstituíveis. Confusão? Perigo? Agitação? Bagunça? Fantasma? Tudo junto? – não há sinônimo suficiente, pois só ela mesma abraça seus sentidos, inclusive pelo som que produz, pelo assovio que habita o encontro de suas letras finais, pela lisura da palavra que corre na boca feito cobra no sertão. Virginia Di Lauro incorpora em sua poética a livusia da existência, nos oferecendo em imagens um possível porvir alucinadamente individual e utopicamente coletivo. Gabriela Motta TEXTO DA ARTISTA Sou de Barra do Choça, interior da Bahia. De uma região conhecida como sertão da ressaca. Essa é a terra que brotou meu corpo de vida. Cresci escutando estórias de mistérios, assombrações, encantarias, sempre ao redor de muitas mulheres. Uma delas, Dona Clara, com mais de cem anos, contava-me do tempo dentro de uma bacia d'água. Tudo isso – e mais um tanto – inscreveu-se em mim, desde a infância. Construía-se em mim, assim, meu imaginário; e, acredito, que também o de muitos tantos daquela nossa cidade e região. Primeiro a escuta, a presença, a curiosidade e a imaginação brotando a infância. Depois, veio a palavra nos livros das bibliotecas de escola, a poesia apresentada por minha mãe, os desenhos nos versos das impressões de provas escolares. De minha vó, veio a relação com as linhas e os nós, as manualidades, o plantar na terra, as brincadeiras que fazíamos com as sombras das mãos sobre a parede sempre que ficávamos sem energia. Daí veio também a costura, o hábito de contar os sonhos dormidos pela manhã, seus ensinamentos de olhar o céu, a natureza, caminhar sobre pedras escorregadias. E, talvez o mais importante: o pisar devagar. Das mulheres aprendi a estar viva. E a construir caminhos. Mas não só; embora tudo que com elas aprendi não caberia numa estrofe. Meu trabalho artístico é atravessado, afetado, por todo esse antes que me acompanha presente até hoje, onde a realidade se entrecruza na ficção. Através do onírico, da imaginação, dos acontecimentos e afecções cotidianas, do espantoso da natureza e das nossas emoções humanas. A partir daí, teço possíveis de criação e encantaria. Em meu trabalho, emprego, sobretudo, o corpo e o feminino, que variam entre suporte e temática. Embora sempre como fonte geradora de outros corpos, atmosferas, livusias, mutações e modificações. Por estes caminhos, questiono ao meu modo as normas estabelecidas sobre o corpo e sobre nossas relações com a vida na contemporaneidade, assolada pelo capitalismo e pelos moralismos patriarcais que distorcem nossos sentidos, descolando-nos e distanciando-nos das múltiplas possibilidades de tecer o bem-viver e de sonhar outras imagens que nos permitam atravessar os desastres iminentes. Nas minhas imagens – seja por meio da pintura, do desenho, da fotografia ou do vídeo – tateio atmosferas onde o corpo, sobretudo da mulher, pode apenas ser e estar. Seja entre ou seja fundida aos elementos da natureza; ou aos que sugerem tais elementos, ou numa situação caótica, erótica, estranha, inquietante, assombrosa. Ou, então, solitária, de descanso, onde o corpo flutua. Mas também num fundo longe e escuro: vazio. O corpo, em minhas imagens, pode atravessar o terror, a violência, o desastre, mas também dançar no caos, relacionando-se com o estranho que é ser o que ele é, um corpo, entre a vida e a morte, modificando-se, podendo ser muito, sem receios. Meu processo artístico se dá no encontro de possibilidades que a matéria, o corpo, o espaço físico e o digital me apresentam. Meu trabalho é, em todos os sentidos, insubmisso e insurgente. Cruzo diferentes linguagens, técnicas e processos artísticos como um caminho de experimentação e de liberdade, de composições e de possibilidades. Nele, invoco interferências fotográficas, digitais e manuais nas imagens; trabalho com a pintura, a performance, o vídeo, a palavra e a construção do que chamo de objetos-coisas-máscaras. As interferências fotográficas acontecem no depois do ato fotográfico ou do registro da performance, da cena. É todo antes que me guia quando a imagem está impressa. A fotografia em meu processo é um ponto de encontro dos outros meios que utilizo. Ela, para mim, afeta e é afetada pelos objetos-coisas-máscaras, pela pintura e pelo desenho, pelo vídeo, pela palavra e vice-versa. Todos estes processos e práticas artísticas vão construindo tessituras que se atravessam, seja no corpo da matéria, no ato, ou subjetivamente, movendo a poética de minha pesquisa e produção. Virginia Di Lauro ARTISTAS Virgínia Di Lauro

  • APOIE | Remanso

    Contribua com a manutenção do trabalho de artistas vivos e com a existência de um espaço de cultural aberto ao público. Apoie a Remanso Nosso objetivo é ampliar as possibilidades de criação para artistas vivas, vivos, vives, em início de trajetória. Abordamos o campo o campo das artes visuais de uma perspectiva otimista de redução das desigualdades. Quando você apoia a Remanso, você está ajudando a rede produtiva da cultura no RS e está contribuindo diretamente para a realização de projetos sociais no segmento das artes visuais. Confira, também nosso Estatuto Social e nossos Boletins: Transparência DOAÇÃO INCENTIVADA POR MEIO DA LEI ROUANET >Estamos inscritos na Lei Federal de Incentivo à Cultural (Rouanet) sob o PRONAC 256522 (veja nosso projeto no portal de transparência clicando aqui ). >Nossa conta captação da Lei Rouanet é: Banco 001 (Banco do Brasil) Agência 0353-0 Conta 47.335-9 Quando fizer a transferência, entre em contato conosco para a emissão do recibo de doação. Empresas podem abater do imposto de renda o valor doado para o nosso projeto. Pessoas físicas podem abater do imposto de renda o valor doado para o nosso projeto. SAIBA+ >Se desejar elaborar outra forma de contribuir com o nosso projeto, entre em contato via e-mail: contato@remanso.org.br

  • FORJA | Remanso

    FORJA CURADORIA Aisha Costa e Pietro Ferreira INÍCIO 10 de outubro de 2025 FIM 6 de dezembro de 2025 Contam os itans de Ogum que, ao jogar areia sobre o fogo, o Orixá descobriu que, quando quente, essa areia expunha uma substância maleável, a qual poderia ser moldada e transformada em diferentes objetos, o ferro. Assim, na descoberta do ferro bruto, o Orixá forjou facas, facões e outras ferramentas, sendo entendido como o primeiro ferreiro do universo para algumas das cosmovisões afro-diaspóricas. Aqui, pensamos o ato de forjar a partir da expansão ontológica do termo, encontrando na orixalidade de Ogum a energia necessária para reetir sobre as diferentes formas de celebrar a vida, que surgem enquanto possibilidade de resposta diante do sofrimento social, e que desaguam no mundo em forma de um desejo partilhado coletivamente. Os trabalhos de Forja expõem um sonho coletivo materializado na riqueza das expressões artísticas pretas e periféricas. Nesse sentido, busca-se entrecruzar as vivências pretas e as diferentes estratégias e tecnologias de fuga diante das experiências do racismo e dos efeitos contínuos das atrocidades coloniais, que seguem desdobrando-se no hoje. Em um mundo pautado pela marginalização de corpos negros, o ato de resistir deixa de ser uma angústia individual e se torna um sentimento gestado pela comunidade. Esse ato, portanto, acontece através da escuta, do canto, da dança, da poesia e dos afetos marcados nas corporeidades, transformando-se em reexistências, forjando futuros, como o ferro moldado por Ogum. Partindo desse pensamento, a curadoria de Aisha Costa e Pietro Ferreira em Forja reúne seis artistas residentes de Porto Alegre e região metropolitana: Afrovulto, Crystom Afronário, Fayola Ferreira, Flip Naipe, Mariana Jesus e Rosa dos Anjos, trazendo também ao público imagens de arquivo da obra Negro em preto e branco, da fotógrafa e pesquisadora Irene Santos; além de versos de autoria da rapper Cristal e do músico Paulo Dionísio. O conjunto de obras abrange variadas linguagens, como fotografia, gravura, pintura e vídeo, além de uma instalação site specific e de uma performance da artista Fayola Ferreira na abertura da exposição. AISHA COSTA E PIETRO FERREIRA curadores ARTISTAS Afrovulto, Crystom Afronário, Fayola Ferreira, Flip Naipe, Mariana de Jesus e Rosa dos Anjos

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